Ano III - 15 de Dezembro de 2018

Educação

13/05/2017
Ligas Acadêmicas de Medicina

Nelas são planejadas atividades extraclasse envolvendo ações de prevenção e tratamento de doenças, bem como, de proteção e recuperação da saúde, sempre sob supervisão. São incentivados os trabalhos científicos e os projetos de extensão, em especial, aqueles que envolvem a comunidade.

Este modelo de atividade acadêmica teve início no Brasil em 1920, com a criação da Liga de Combate à Sífilis, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, quando os estudantes participaram de atendimento gratuito à população em postos de profilaxia e tratamento desta doença. Houve um aumento progressivo do número de Ligas Acadêmicas no país; em 2005, durante o 8º Congresso Brasileiro de Clínica Médica, foi criada a Associação Brasileira de Ligas Acadêmicas de Medicina (ABLAM), cujos integrantes elaboraram as Diretrizes Nacionais de Ligas Acadêmicas de Medicina, disponíveis em:

http://ablam.org.br/diretrizes-nacionais/.

As opiniões de especialistas no assunto são divergentes; alguns favoráveis e outros contra a implantação das Ligas Acadêmicas. Os que defendem a ideia afirmam que os alunos aprofundam sua experiência na pesquisa e nos projetos de extensão junto à comunidade, além de adquirirem maior experiência com atividades em equipes multiprofissionais. Os que são contrários afirmam que há risco de uma especialização precoce, o que contraria o disposto nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Cursos de Graduação em Medicina e defendem que os projetos pedagógicos dos Cursos de Medicina devam ser aprimorados para que o aluno não tenha necessidade procurar um currículo “informal” para complementar a sua formação.

Como estudante de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, na década de 60, tive a oportunidade de aprimorar meus conhecimentos e habilidades participando de várias atividades junto de professores e outros médicos na Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte e no Hospital do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais. Minha experiência nesse “currículo paralelo”, certamente contribuiu para uma formação mais sólida e experiente e, posso afirmar, que não me arrependi de ter procurado outras alternativas para minha vida profissional.

Estou convencido que as atividades programadas nas Ligas Acadêmicas possam ser desenvolvidas sem prejuízos para o curso de graduação em Medicina, desde que haja um planejamento do momento adequado para o ingresso do aluno em determinada Liga; que sejam priorizadas as ações de extensão junto à comunidade; ênfase nas atividades multidisciplinares e uso de metodologias ativas para a aprendizagem. Também considero muito importante a supervisão feita pelo professor nas atividades desenvolvidas pelos alunos, orientando-os, estimulando-os e acolhendo-os quando necessário for. É como eu sempre digo: “A Liga só dá liga, quando você se liga na Liga! ”


Texto de autoria de: Evandro Guimarães de Sousa - Pneumologista em São Paulo

Link para o blog do autor: http://cronicastiragosto.blogspot.com.br/2017/05/ligas-academicas-de-medicina.html 

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