Ano IV - 18 de Janeiro de 2019

Ciência e Tecnologia

17/03/2016
MCTI integra força-tarefa do clima para os Jogos Olímpicos de 2016

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) colocou à disposição da organização dos Jogos Olímpicos 2016 uma infraestrutura de monitoramento meteorológico para a preparação do evento e realização das provas. Sistemas meteorológicos avançados e recursos de supercomputação somados à expertise de modelagem dos cientistas resultarão em previsões com alto índice de acerto. Os dados, fornecidos com pontualidade e precisão, podem fazer a diferença no desempenho de um atleta olímpico, além, é claro, da técnica e do preparo físico.

Dois institutos de pesquisa do MCTI participam do Serviço Meteorológico Esportivo, uma força-tarefa coordenada pela Autoridade Pública Olímpica. Formada por dez órgãos, a força-tarefa é responsável por fornecer, reunir e consolidar as previsões de tempo e oceânicas com informações sobre temperatura, maré, umidade, ventos e correntes. Cinco meteorologistas do Centro de Previsão e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe/MCTI) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI) estarão no Rio de Janeiro durante os Jogos para o monitoramento do clima.

Alta tecnologia

Para alcançar esse nível de precisão, os pesquisadores contam com equipamentos de alta tecnologia instalados na terra, no ar e no mar. Estações, radares e até boias são usados para captar os dados meteorológicos e oceanográficos usados pelos cientistas nas análises climáticas.

O MCTI investiu R$ 2,05 milhões na compra de três boias que farão o monitoramento da Baía de Guanabara. Mantidos por energia solar, cada equipamento é formado por sensores meteorológicos que enviam, por celular, dados sobre umidade e temperatura do ar, pressão atmosférica, radiação solar, direção e velocidade do vento. Os sensores oceanográficos medem a altura das ondas, direção e velocidade das correntes, temperatura e salinidade da água.

Além dos institutos de pesquisa do MCTI, outros oito órgãos compõem a força-tarefa do clima: Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet); Instituto Estadual do Ambiente (Inea); Secretaria Municipal de Meio Ambiente; Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira (SIMCosta); Centro de Hidrografia da Marinha; Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea); Sistema Alerta Rio; e Autoridade Pública Olímpica.

Os dados captados por cada órgão são compartilhados e integrados em uma plataforma única.

Legado

Todo o sistema meteorológico montado para as Olimpíadas pode ficar de legado para o Rio de Janeiro e para o país. As previsões do tempo mais precisas poderão ser usadas nas operações de portos e aeroportos e previsão de eventos extremos. E as boias serão transferidas da Baía de Guanabara para o Atlântico Tropical pelo projeto SiMCosta, implantado com recursos do CNPq e do Fundo Clima. Coordenado pela Rede Clima e pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas do MCTI, o projeto tem o objetivo de mapear as vulnerabilidades da costa brasileira, prever impactos das mudanças climáticas e alertar para a ocorrência de eventos extremos. 

Fonte: MCTI (http://www.mcti.gov.br/pagina-noticia/-/asset_publisher/IqV53KMvD5rY/content/mcti-integra-forca-tarefa-do-clima-para-os-jogos-olimpicos-de-2016?p_p_auth=lc73KekS&_101_INSTANCE_IqV53KMvD5rY_redirect=%2F)

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